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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Grupo de whatsapp do Casual Clube BDSM

Duas características fazem esse ponto de encontro virtual um lugar único. Por um lado, se pode alcançar o mundo sem sair da comodidade da sua casa ou de uma Lan House. Por outro, se fica protegido pelo anonimato facilitando assim a vida das pessoas mais tímidas.

Um efeito colateral ruim dessa distância e desse anonimato é que servem para proteger e esconder o que existe de pior na raça humana. Trastes em geral existem em todos os nossos círculos de interação humana, mas para o BDSM migram alguns particularmente perigosos. Os Sem noção, sobre os quais falarei mais adiante.

A partir das minhas observações, pude distinguir pelas diferenças de comportamento alguns grupos básicos de pessoas. Mesmo tantos anos depois, e com o advento das novas tecnologias e mídias, tudo continua mais ou menos igual.

Mas antes das dicas é preciso que se reconheçam os tipinhos que frequentam as Salas de Bate-papo (e também o BDSM como um todo). Existem seis grupos principais desses indivíduos e estes são:


1. Os sérios e reais: Esse grupo é formado de pessoas que se conhecem e se frequentam. A maioria se conhece pessoalmente e se respeita.

2. Os virtuais: Pessoas sérias que não aparecem por causa da distância ou motivos pessoais.

3. Os recém chegados (eu entrei por aqui): São pessoas experientes que sempre viveram o seu BDSM de forma particular e que resolvem se aproximar de outros praticantes reais.

4. Os novatos: São pessoas seriamente interessadas em saber o que acontece, como funciona e quem são as pessoas que vivem no Universo BDSM. Leram livros, assistiram a filmes, passaram por situações ou simplesmente chegaram à conclusão que o Universo Baunilha não bastava para prover toda a intensidade e profundidade de prazer que elas almejavam. Entre estes se encontram os que procuram se encontrar, os que sabem bem o que procuram e os que não procuram nada, apenas se sentem à vontade com a verdade inerente a ser BDSM.

5. Paraquedistas: Entre eles estão os que entram nisso por engano, não entendem o que acontece e nem como funciona. A maioria vem procurar sexo fácil e colide com a realidade que no BDSM o sexo é muito difícil.

6. Os Sem noção (Trastes reais e virtuais): Estes merecem um capítulo só para eles.

Estes simplesmente não deveriam frequentar nem a sala BDSM nem o meio. Estão pelos motivos errados ou têm problemas psicológicos em algum nível. São os responsáveis por todo o desequilíbrio e coisas ruins que acontecem na sala e invariavelmente, no meio BDSM.

Sem-noção

O Sem-noção - Essa figura tem um pouco dos outros em maior ou menor grau. De certa forma todos são pessoas sem uma noção completa do que é o Universo BDSM em toda a sua grandeza, leveza e beleza. E por essa falta compreensão, não admitem nem para si mesmos que estão no lugar errado e teimam em permanecer no BDSM.

Todos esses tem algumas coisas em comum. São pessoas com intelecto fraco, com sérios problemas de autoestima, auto afirmação e insegurança, não são mentalmente atraentes e em sua maioria tem algum tipo de desequilíbrio mental.

Aqui vou me concentrar mais nos tipos deixando para falar mais profundamente sobre os "Sem noção" em outra oportunidade. 

Estes tipinhos que ainda circulam podem ser detectados a partir de seu comportamento. Alguns se situam em um tipo específico de comportamento, mas a maioria combina mais de um e às vezes vários desses comportamentos.
Entre eles posso citar:

Caçador de Sexo fácil - Os homens são a maioria neste grupo e é formado por jovens afoitos, maduros sufocados pela relação ou que acabaram de sair de relações. Os homens são maioria, mas existe uma quantidade significativa de mulheres nesse grupo.

Alices - Em referência a personagem da fábula "Alice no país das maravilhas", esta é a que chega ao BDSM presumindo que vai encontrar um mundo perfeito, o príncipe encantado e a solução dos seus problemas. Traz consigo os valores do mundo baunilha e invariavelmente se machuca. Se machuca menos,” quando encontra um "sem noção”.

Proto-dominantes - (ou crianças que pensam que são adultas) - Meninos e meninas que até tem potencial para se tornarem bons Dominantes no futuro, mas sem a maturidade e estrada percorridas necessárias, se colocam como Dominantes invariavelmente metendo os pés pelas mãos. Suas barbeiragens ocorrem por falta de experiência e/ou despreparo para lidar com o poder.

O Invejoso - (ou Parasita da felicidade alheia) Indivíduo que simplesmente não suporta a existência de alguém que é o que ele não consegue, mas queria muito ser. Para resumir, basta existir felicidade, paz, equilíbrio de um lado, que a pessoa sem isso vai se corroer por dentro por não ter isso para si mesma.

O Sabotador - Este é o invejoso em versão 2.0, ou seja, é o que sai do estado da inveja pura e simples para assumir uma atitude proativa no sentido de destruir a felicidade do alvo, atuando no sentido de sabotar, nos outros, o que não tem para si.

O Ator - Este é particularmente perigoso, porque tem guardadas dentro de si um conjunto de mágoas e problemas psicológicos. Ele é o tipo que cria um personagem e fica tentando interpretar. Existindo tanto no virtual quanto o real, se veste de preto, faz cara de mau, fala grosso e é um estudioso das liturgias alheiras. Posa de sabe-tudo, mas não escreve nada. Seu ataque insidioso não se esconde no anonimato e sim na ação reservada. 

Todos esses têm algumas características em comum. São pessoas com intelecto fraco, com sérios problemas de autoestima, auto afirmação e insegurança, não são mentalmente atraentes e em sua maioria tem algum tipo de desequilíbrio mental.


DICAS

Dito tudo isso, vamos às dicas, para o caso de você querer entender ou entrar em Sala, grupo ou mesmo no Universo BDSM. 

As dicas que seguem agora, servem para os que estão chegando ao BDSM, seja pelas Salas de Bate-papo, grupos, comunidades, indicação de amigos, sites de relacionamento ou qualquer outro meio. Estas são baseadas em toda a minha vivência, erros e acertos (muito mais pelos erros). E tem por objetivo, melhorar a convivência e a experiência que esses meios podem promover. Algumas são genéricas e de utilidade pública, outras bem específicas.

Ao chegar, fique na defensiva. Entenda, nessas salas e no meio BDSM como um todo, as pessoas boas são reais e se conhecem pessoalmente, então vale aqui as regrinhas básicas daquela educação que vem do berço. Seja uma pessoa educada, humilde e respeitosa em relação aos veteranos para ser levado a sério como um iniciante firme no propósito de participar desse meio.

Faça amizades, crie vínculos e seja real. Tenha um nome (nickname) próprio, e não um nome genérico simplesmente descritivo. Além de ter a oportunidade de ser conhecido por um nome que escolheu não pelo de batismo, os "reais" gostam de saber com quem falam. Amizade, respeito, confiança e reputação só podem ser construídas com tempo, ideias correspondendo aos fatos e com uma história comum escrita pelas partes, logo a lógica, de se construir isso em cima de um nome que não muda.
Não use o seu nome real ou seu número de celular principal, a não ser que expor a sua vida pessoal e uma maneira direta de contato para estranhos (com alguma chance de serem perigosos) terem acesso a você, não seja um problema. Ignorar essa dica é algo similar a uma brincadeira chamada "Roleta Russa". Lembre com o seu nome o estranho acessa o seu perfil do Facebook e pelo número de celular ele acessa a você diretamente.

Ainda nisso de se identificar e jogar Roleta Russa, não mostre seu rosto ou qualquer outro detalhe que possa lhe identificar positivamente nas fotos que divulga publicamente. Existe no Google um recurso de busca por imagem que pode te reconhecer.
Abra sua mente para uma nova realidade e para todo um conjunto novo de informações. Estude, leia, pesquise, debata e pergunte. Muito pouco dos valores que vai trazer das relações baunilha vão ser aproveitados e tenha em mente que este aprendizado nunca vai parar.

Não tenha pressa, capriche nas escolhas e use sempre o bom senso antes de qualquer passo ou decisão. A parte que realmente é importante desse aprendizado baunilha e que a maioria estranhamente esquece, está justamente na questão dos cuidados com a escolha de quem vai ficar por perto. 

Isso de escolher quem ficará por perto é algo que começamos a exercitar logo cedo em nossas vidas e que vamos aprimorando com o tempo a partir dos erros e acertos. Não sei bem a razão, o que mais se vê é todo esse aprendizado sendo literalmente ignorado quando a pessoa começa a interagir dentro do BDSM. 

Não se precipite, nunca. Não acredite em tudo o que te falam de imediato. Cheque as informações e pense se fazem sentido. Não aceite encontros sem ser em locais públicos e não esqueça que você vai estar, no caso de parte que se submete, entregando a sua segurança na mão de outra pessoa. Também no caso de quem se submete, verifique a reputação do seu pretenso parceiro e tenha absoluta certeza do que vai fazer. 

Para quem quer um relacionamento, não se deve perder a perspectiva que o BDSM é como um grande Parque de Diversões de adultos. Parques não são os melhores lugares para se procurar por relacionamentos, afinal de contas as pessoas que frequentam parques não vão lá para isso. Vão para se divertir e para viver experiências de prazer intenso.

Calma, apenas disse que não é para se procurar, pois essa procura termina sempre em frustração. Entre sem esse compromisso, divirta-se, e se tiver que acontecer, você vai acabar encontrando o amor da sua vida... e com sorte, alguém que goste de brincar no mesmo Parque de Diversões que você.

Existem outros procedimentos, mas esses que citei são os básicos para um bom começo.

No meu caso específico, divido as pessoas em dois grupos. As que eu me importo, mantenho por perto e cuido. E o resto, a quem sou indiferente. Recomendo esse tipo de comportamento pelo simples fato de que odiar consome muita energia boa. 

Os Sem noção, pela sua própria abundância, vão cruzar o seu caminho muitas vezes e em algumas delas, vão te atacar. Nessa hora o que funciona mais é ignorar e bloquear.

Eles nunca vão deixar de se incomodar com a existência de verdade e felicidade. Cabe aos verdadeiros e felizes não se deixarem afetar... e acredite a melhor arma contra um sem noção é apenas ser feliz.
GLADIUS MAXIMUS

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sábado, 29 de junho de 2019

Brat no bdsm

BRATS
Muito se fala das tais brats, citados como sendo uma espécie de submisso rebelde que apronta de tudo para perturbar e receber castigos de seu dono. Vamos desmistificar.

O que é um brat?

Brat é um tipo de bottom focado na Disciplina. Não são submissos pois não sentem prazer em se submeter. Seu prazer consiste em provocar o Top de diversas formas, de acordo com sua personalidade, bem como impor resistência durante as sessões, mas sempre mantendo o respeito à limites do parceiro. Essa provocação já é algo esperado pelo Top, pois faz parte do jogo de disciplina, e este, então, reage à provocação "castigando o bottom" (praticando então o sadomasoquismo e/ou bondage).

A palavra "brat" é de língua inglesa e significa "fedelho ou pirralho(a)".
A origem desse bottom remete a prática do ageplay, mais precisamente ao infantilismo e a efebofilia - que dentro da cronofilia seria atração por adolescentes - onde o Top e o bottom realizam um roleplay nos papéis Daddy Dom ou Mommy Domme e Little Boy ou Little Girl. O brat surgiu como uma criança/adolescente bastante arteira e mimada interagindo com o Top em várias situações de malcriação e castigo, causa e consequência, etc. Na prática do ageplay encontramos as maiores referências aos brats, incluindo a cena clássica de punição onde o Top, sentado numa cadeira tendo o bottom brat de bruços em seu colo, dá fortes palmadas na bunda deste, por vezes com a nomenclatura "spanking the spoiled brat" (batendo no pirralho birrento).

Por que brat não é um tipo de submisso? Sempre leio isso por aí.

Brat não é submisso porque não tem prazer algum específico na submissão. Obedece quando quer, quando lhe é conveniente ou quando está sendo subjugado, mas dificilmente porque alguém espera que ele obedeça. Esse não é seu papel, foge da sua essência. O brat sempre vai tentar tirar partido das situações, da forma que mais lhe favoreça. Exemplos: um brat masoquista sempre vai tentar conseguir mais punições dolorosas pra se satisfazer, e vai usar de seus ardis pra irritar o Top se for preciso, seja questionando sua posição, seja questionando seus métodos ou a sua capacidade para certos feitos e falhando em tarefas. Aliás, questionar faz parte da provocação típica de alguns brats. É o típico: "Me domine se for capaz!". Um brat no bondage vai estar sempre tentando se soltar. No shibari, de vez em quando vai se mexer e tentar desfazer o trabalho de seu Top. No petplay vai ser um animal dificil de amansar, ou esnobe demais, ou excessivamente carente a ponto de irritar, ou preguiçoso a ponto de não querer brincar e etc. No military fetish corresponde a um soldado que falha ou questiona ordens.
Mas por que brat não é submisso?
Simples, um ser que desobedece e provoca sempre que vê oportunidade pode ter alguma essência submissa?! Submissos são focados em Dominação e submissão (D/s), brats em Disciplina (D). Logo, não devemos nomear como sendo submisso quem não está nem aí para a submissão. No entanto? Brat NÃO é um Bottom que desrespeite seu Top, que faça coisas fora dos limites deste, que ponha em perigo uma cena com elementos arriscados (velas, fogo, agulhas, facas, etc.) nem alguém que na relação vá abusar de seu parceiro minando sua paciência.

E os tais submissos rebeldes? São brats?

Não! Muitos Dominadores chamam de “bratty subs”, até de forma pejorativa, mas são Submissos que, por algum motivo, se rebelaram contra seus tops, passaram a agir de forma não esperada e/ou quebraram a hierarquia. “Submissos rebeldes” normalmente teriam prazer em submissão. Se o motivo for puramente pirraça ou algum "teste", estes Subs aprontam com seus Tops mas logo se arrependem retornando ao seu comportamento normal, sendo a rebeldia um estado momentâneo, passageiro. Um brat, em contrapartida, provoca e sente prazer em ter provocado. É parte do seu prazer e de sua maneira de proceder em cena.
Em outros casos, trata-se de reação normal de revolta e/ou imposição de limites, quando o Top gera algum tipo de insatisfação por falhar em dialogar na relação, desrespeitar seus limites, fomentar ciúme e/ou receios com irmãos ou irmãs de coleira, ter má conduta dentro do meio BDSM, ameaçar ou praticar o abandono do bottom, desrespeitar seus sentimentos e/ou objetivo do relacionamento, etc. – o que, nesse caso não é rebeldia, mas um protesto coerente.
Há também as situações em que foi colocado como submisso um Bottom SAM a característica de sentir prazer na Submissão, ou que talvez tenha preferência por uma submissão mais branda ou somente em cena, ou ainda um Switcher – ou alguém que esteja se descobrindo um Switcher - com vontade de praticar seu lado dominante de alguma forma e, por consequência, sentindo-se tolhido. E então este Bottom não aguenta a situação a longo prazo e protesta, sendo esta uma situação em que houve erro de um dos parceiros (ou de ambos): falta de entendimento mútuo, empolgação demasiada, O rótulo foi imposto pelo Top ou ainda houve tentativa de "agradar o Top à qualquer custo" por parte do bottom. E - claro - não nos esqueçamos do famoso SAM (Smart assed Masochist) que seria uma pessoa masoquista porém não-submissa colocada no papel de submisso e que na realidade vai tentar mandar na cena e/ou no Top, agindo como um "espertinho" no mau sentido. (E este não é um Brat... Aqui teríamos uma pessoa que se sairia muito melhor como Masoquista-não submisso, Dominador Masoquista ou coisa parecida, mas que age de forma manipulativa adotando o rótulo de submisso OU trata-se de alguém que foi colocado erradamente no papel de submisso por um Top inapto em reconhecer seus traços.)
Ou seja: subs rebeldes não são brats. São apenas subs agindo de forma que seus donos não compreendem e, portanto, recebem apelidos que seus Tops considerem pejorativos.

E por quê uma boa parte dos Tops não gosta de brats, ao ponto de usarem o termo pejorativamente?

A maioria dos Tops brasileiros se identifica com o tipo Dominador (Dom) e a maioria dos bottoms se identifica como sendo submissos (subs). O tipo Dom não é nem de longe o ideal para um brat. Brat não dá certo em D/s, pois a intenção do Dom será a de tentar “converter” esse brat num tipo submisso, coisa que não está na essência e nem nos planos deste bottom. É um cabo de guerra sem fim, onde um vai ficar medindo forças com o outro e não vão chegar a lugar algum. Geralmente se torna uma relação bastante aborrecida de se viver. Na maioria das vezes que Top do tipo Dom diz que não gosta de brats, é devido a dois motivos:
1- Se interessou por uma e depois se deu mal porque quis transformar ela numa submissa. 2- Ouviu outros Doms dizerem que não gostam de brats e resolveu recitar o mantra sem nem ao menos entender que nem só de Dom e sub, vive o BDSM.

E qual é o Top que gosta de brat?

É o Tamer! Tamer significa "domador" em inglês. É um Top que não sente prazer na sessão em dominar, mas sim em disciplinar constantemente uma pessoa rebelde. Por vezes gosta de sentir-se "castigando-a" com as práticas. E tudo isso faz parte da mecânica da Disciplina. Nesse ponto a Disciplina de um Brat é muito mais baseada nos "castigos", e são estes que criam contextos para a prática de Sadomasoquismo ou Bondage (dentro dos limites e das preferências do Brat). Estas práticas, aliadas à sensação de punição, são parte do jogo entre Brat e Tamer . Enquanto que a Disciplina com outros tipos de Bottoms geralmente coloca suas práticas favoritas e alguns agrados como "prêmios" para suas ações, e como "castigos" coisas percebidas como enfadonhas (colocar o Bottom sentado sozinho em um canto) ou que não sejam suas favoritas mas que estejam ainda assim dentro de seus limites.
Quem geralmente se torna um bom Tamer?
Tipicamente quem não goste de bottom muito submisso, escravo ou obediente demais. Que esteja disposto a conhecer e respeitar esse bottom da forma que ele é. Que entenda e goste desse jogo de disciplina sem ambicionar, posteriormente, transformar esse bottom em algum outro tipo que lhe agrade mais. Quem aspira a se tornar um Top desse tipo deve também entender a diferença básica entre ter um bottom que se submete a ele (Submisso) e ter um bottom a quem ele deve subjugar (Brat). O submisso oferece sua submissão ao Top prometendo ser obediente, bom submisso, servil, gentil, e etc. O brat não tem submissão nenhuma pra oferecer, sendo parte da mecânica da relação o Top ter que subjugá-lo para que este se dê por vencido. E quando consegue isso, é algo temporário. Não existe promessa de obediência por parte do brat. Quando menos se espera, mais cedo ou mais tarde, ele aprontará outra vez, e outra vez, e outra vez.

É possível trabalhar Brats e Subs na mesma sessão?

Sim. Em primeiro lugar, o Top logicamente precisa compreender e apreciar ambas as mecânicas (ser Tamer e Dominador). Em segundo? Combinar a sessão para que todos ajam dentro de seus papéis SEM que o brat atrapalhe a interação do Top com o Submisso. Em terceiro? Aproveitar a sinergia na qual: - As interações com o Submisso, aonde ele obedece o Top à risca e recebe as práticas, geram contexto para o Brat se rebelar quando for a vez dele. - As interações com o Brat, aonde ele se rebela e é "punido" por sua audácia, geram ao Submisso uma impressão maior ainda de poder do Top.

Autores: Lili Leverdi e Don Marco Alighieri