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terça-feira, 31 de março de 2020

urofilia, ondinismo, urolagnia, chuva dourada ¨

Mija em mim? Uma conversa fluída sobre o fetiche do xixi.

urofilia - SweetLicious: : SweetLicious:

Do jogo do poder ao sexo molhado, e ao consumo de abacaxi... um guia para iniciantes sobre a urofilia.

Urofilia é uma prática considerada parafílica ( ver parafilia) e consiste na excitação sexual associada ao ato de urinar ou receber o jato urinário do parceiro(a), chegando-se, em alguns casos, a beber a urina. Também é chamada de ondinismo ou urolagnia ou pelo têrmo popular de ¨chuva dourada ¨

A Great Closer /r/girlsfinishingthejob
 
Este artigo apareceu pela primeira vez na VICE Canadá
Chuva Dourada, Golden Shower ou fetiche com urina, como você quiser chamar, a urofilia recentemente ressurgiu no interesse popular. Como fantasia ou fetiche, ficar sexualmente excitado pelo xixi ou pelo pensamento de urina ainda é um tabu, mesmo em um mundo onde donas de casa suburbanas lêem 50 Tons de Cinza no metrô. Uma pesquisa realizada em 2010 pela Jennifer Eve Rehor, da Universidade de São Francisco, constatou que das 1700 mulheres pesquisadas, apenas 36,5% disseram ter feito xixi ou sido mijadas por um amante. Por que a maioria das pessoas ainda se sentem desconfortáveis com xixi? Luna Matatas recentemente deu uma aula na sex shop de Toronto Good For Her, chamada "Introdução ao fetiche da urina" para obter um guia de urofilia para iniciantes.


Por que fazer xixi? 
Algumas pessoas gostam da sensação, do calor ou da umidade. Algumas pessoas gostam do sabor, gostam da ideia de ingerir algo que é considerado realmente um tabu. Algumas pessoas realmente apreciam isso como uma forma de jogo de poder, ou querem dar a uma pessoa que está se submetendo a elas ou a pessoa que se submete ao seu dominante como um sinal de de submissão, alguém dentro de você e levando seus resíduos ou fluidos para dentro de você. Eu realmente gosto como um sinal de adoração e ritual, para que minha submissa me beba como um sinal de tomar o néctar dourado da deusa.
Por que a urina ainda é um tabu?
Eu acho que é porque temos um foco tão pesado no saneamento e higiene como sociedade. Temos ênfase na limpeza, principalmente em torno das coisas que saem do seu corpo e somos constantemente bombardeados com mensagens de que xixi é sujo, xixi deve ser contido, xixi deve ser privado. Então, muitas pessoas querem explorar o tabu de ser impertinentes e ir contra tudo isso. O assunto limpeza é muito comum e, para revelar um fetiche desses ao parceiro, você está realmente arriscando que eles pensem que você é um imundo ou que algo está errado com você, pois deseja algo que todo mundo aceita como errado.
Digamos que você seja um novato no desejo sexual por xixi - o que você precisa saber?
Eu tentaria descobrir o 'porque o xixi te excita'. Porque o desejo se trata de sensações, isso abre um leque de opções para você. Algumas pessoas ficam até excitadas pelo fato de serem negadas a capacidade de urinar, para que tenham uma sensação tensa, de medo, de não conseguir aguentar segurar. Algumas pessoas ficam realmente excitadas ao usá-lo, para que apreciem o cheiro da urina, da sensação de estar molhado (a). Então, eu começaria explorando a fantasia, tentando se entender no que você pensa e quais as suas sensações de quando se masturba pensando em xixi... se é uma pessoa dominante, é meio que mijar um no outro, é uma coisa sensual? Depois que você descobrir essas sensações de prazer para você e seu fetiche, poderá procurar alguém que tenha a mesma vontade sexual que você.
TÁ BOM, o que você deve beber ou não beber?
Muita água, coisas diuréticas, como chá de dente de leão, cerveja, café, coisas assim, que farão seu xixi sair. Se você gosta por causa do sabor, algumas pessoas podem querer um sabor melhorado, então xixi matinal, aspargos, isso depende do que realmente cada um está procurando. Se você quiser mudar a cor do seu xixi, beterraba ou para fazer xixi mais doce, suco de abacaxi. Mais azedinho? suco de uva. Mas principalmente água, continue sempre se hidratando.
Ficar bebendo água não tira o "tesão da coisa"?
Eu faço como parte das preliminares ou da cena.
E a bagunça? Como você pode relaxar quando está tipo "ah não meus lençóis"? Se você não for fazer uma grande quantidade de xixi, pode colocar uma toalha. Se você for fazer uma grande quantidade, ou que você quer fazer xixi em alguém em um lugar que não é uma banheira ou um chuveiro, você pode fazer xixi em um copo primeiro, uma tigela, ou fazer xixi em um cálice. Porque estamos ritualizando o xixi . Definitivamente, existem almofadas incontinentes ou almofadas para cachorros que você pode usar, elas são descartáveis ​​e você pode simplesmente jogá-las fora.
Quem você acha que foi a primeira pessoa de todas a fazer xixi em alguém e fazer sexo imediatamente depois?
Não sei, mas acho que tenha sido uma estrela do rock ou algo assim.
imagens | Contos de Uma Cyka | Page 16

quarta-feira, 10 de julho de 2019

A Coleira no BDSM

Dentro do BDSM tudo gira em torno da consensualidade, mas como podemos controlar o que foi combinado? Para controlar o domínio exercido pelo DOM(ME), são feitos contratos onde são estabelecidos limites e fronteiras que podem ou não ser rompidas, e sim, os submissos tornam-se escravos consensualmente.

Tá, mas quais são termos contidos nesse tipo de contrato?

Primeiro é importante os tipos de relação existentes dentro do BDSM, após obter esse entendimento vamos aos termos e à importância deles dentro da relação.
Os contratos determinam em um primeiro momento o tipo de dominação que será exercida, então são listados os limites da dominação, se serão somente dentro do mundo BDSM ou se irão se expandir para a vida baú do dominado. Determina-se nesta parte do contrato, por exemplo, se o Dominador poderá interferir nas vestimentas do submisso ou se o submisso terá que dar satisfações de todos os seus passos para seu Dono.
Após essa parte são estabelecidos os limites físicos, psicológicos, as práticas que podem ou não ser abordadas durante a duração desta relação.  Nessa parte são abordadas quais práticas sexuais ou não poderão ser abordadas, limites a serem respeitados (flexíveis e rígidos). É determinada a Safeword e o Safesign. Também são expostas quaisquer que sejam as limitações físicas, problemas de saúde, alergias, medicações de uso contínuo, e qualquer outro tipo de informação que gere limites à relação.

Mas e a coleira?

A entrega da coleira é muito mais um ritual ou liturgia que algo burocrático, a coleira é entregue pelo Dono no momento em que ele passa a acreditar que aquele submisso merece carregar seu nome e sua marca, é um momento muito importante e intenso na relação, pois firma o compromisso diante da sociedade BDSM. Ao utilizar a coleira o submisso declara fisicamente para os outros sua servidão e entrega.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Grupo de whatsapp do Casual Clube BDSM

Duas características fazem esse ponto de encontro virtual um lugar único. Por um lado, se pode alcançar o mundo sem sair da comodidade da sua casa ou de uma Lan House. Por outro, se fica protegido pelo anonimato facilitando assim a vida das pessoas mais tímidas.

Um efeito colateral ruim dessa distância e desse anonimato é que servem para proteger e esconder o que existe de pior na raça humana. Trastes em geral existem em todos os nossos círculos de interação humana, mas para o BDSM migram alguns particularmente perigosos. Os Sem noção, sobre os quais falarei mais adiante.

A partir das minhas observações, pude distinguir pelas diferenças de comportamento alguns grupos básicos de pessoas. Mesmo tantos anos depois, e com o advento das novas tecnologias e mídias, tudo continua mais ou menos igual.

Mas antes das dicas é preciso que se reconheçam os tipinhos que frequentam as Salas de Bate-papo (e também o BDSM como um todo). Existem seis grupos principais desses indivíduos e estes são:


1. Os sérios e reais: Esse grupo é formado de pessoas que se conhecem e se frequentam. A maioria se conhece pessoalmente e se respeita.

2. Os virtuais: Pessoas sérias que não aparecem por causa da distância ou motivos pessoais.

3. Os recém chegados (eu entrei por aqui): São pessoas experientes que sempre viveram o seu BDSM de forma particular e que resolvem se aproximar de outros praticantes reais.

4. Os novatos: São pessoas seriamente interessadas em saber o que acontece, como funciona e quem são as pessoas que vivem no Universo BDSM. Leram livros, assistiram a filmes, passaram por situações ou simplesmente chegaram à conclusão que o Universo Baunilha não bastava para prover toda a intensidade e profundidade de prazer que elas almejavam. Entre estes se encontram os que procuram se encontrar, os que sabem bem o que procuram e os que não procuram nada, apenas se sentem à vontade com a verdade inerente a ser BDSM.

5. Paraquedistas: Entre eles estão os que entram nisso por engano, não entendem o que acontece e nem como funciona. A maioria vem procurar sexo fácil e colide com a realidade que no BDSM o sexo é muito difícil.

6. Os Sem noção (Trastes reais e virtuais): Estes merecem um capítulo só para eles.

Estes simplesmente não deveriam frequentar nem a sala BDSM nem o meio. Estão pelos motivos errados ou têm problemas psicológicos em algum nível. São os responsáveis por todo o desequilíbrio e coisas ruins que acontecem na sala e invariavelmente, no meio BDSM.

Sem-noção

O Sem-noção - Essa figura tem um pouco dos outros em maior ou menor grau. De certa forma todos são pessoas sem uma noção completa do que é o Universo BDSM em toda a sua grandeza, leveza e beleza. E por essa falta compreensão, não admitem nem para si mesmos que estão no lugar errado e teimam em permanecer no BDSM.

Todos esses tem algumas coisas em comum. São pessoas com intelecto fraco, com sérios problemas de autoestima, auto afirmação e insegurança, não são mentalmente atraentes e em sua maioria tem algum tipo de desequilíbrio mental.

Aqui vou me concentrar mais nos tipos deixando para falar mais profundamente sobre os "Sem noção" em outra oportunidade. 

Estes tipinhos que ainda circulam podem ser detectados a partir de seu comportamento. Alguns se situam em um tipo específico de comportamento, mas a maioria combina mais de um e às vezes vários desses comportamentos.
Entre eles posso citar:

Caçador de Sexo fácil - Os homens são a maioria neste grupo e é formado por jovens afoitos, maduros sufocados pela relação ou que acabaram de sair de relações. Os homens são maioria, mas existe uma quantidade significativa de mulheres nesse grupo.

Alices - Em referência a personagem da fábula "Alice no país das maravilhas", esta é a que chega ao BDSM presumindo que vai encontrar um mundo perfeito, o príncipe encantado e a solução dos seus problemas. Traz consigo os valores do mundo baunilha e invariavelmente se machuca. Se machuca menos,” quando encontra um "sem noção”.

Proto-dominantes - (ou crianças que pensam que são adultas) - Meninos e meninas que até tem potencial para se tornarem bons Dominantes no futuro, mas sem a maturidade e estrada percorridas necessárias, se colocam como Dominantes invariavelmente metendo os pés pelas mãos. Suas barbeiragens ocorrem por falta de experiência e/ou despreparo para lidar com o poder.

O Invejoso - (ou Parasita da felicidade alheia) Indivíduo que simplesmente não suporta a existência de alguém que é o que ele não consegue, mas queria muito ser. Para resumir, basta existir felicidade, paz, equilíbrio de um lado, que a pessoa sem isso vai se corroer por dentro por não ter isso para si mesma.

O Sabotador - Este é o invejoso em versão 2.0, ou seja, é o que sai do estado da inveja pura e simples para assumir uma atitude proativa no sentido de destruir a felicidade do alvo, atuando no sentido de sabotar, nos outros, o que não tem para si.

O Ator - Este é particularmente perigoso, porque tem guardadas dentro de si um conjunto de mágoas e problemas psicológicos. Ele é o tipo que cria um personagem e fica tentando interpretar. Existindo tanto no virtual quanto o real, se veste de preto, faz cara de mau, fala grosso e é um estudioso das liturgias alheiras. Posa de sabe-tudo, mas não escreve nada. Seu ataque insidioso não se esconde no anonimato e sim na ação reservada. 

Todos esses têm algumas características em comum. São pessoas com intelecto fraco, com sérios problemas de autoestima, auto afirmação e insegurança, não são mentalmente atraentes e em sua maioria tem algum tipo de desequilíbrio mental.


DICAS

Dito tudo isso, vamos às dicas, para o caso de você querer entender ou entrar em Sala, grupo ou mesmo no Universo BDSM. 

As dicas que seguem agora, servem para os que estão chegando ao BDSM, seja pelas Salas de Bate-papo, grupos, comunidades, indicação de amigos, sites de relacionamento ou qualquer outro meio. Estas são baseadas em toda a minha vivência, erros e acertos (muito mais pelos erros). E tem por objetivo, melhorar a convivência e a experiência que esses meios podem promover. Algumas são genéricas e de utilidade pública, outras bem específicas.

Ao chegar, fique na defensiva. Entenda, nessas salas e no meio BDSM como um todo, as pessoas boas são reais e se conhecem pessoalmente, então vale aqui as regrinhas básicas daquela educação que vem do berço. Seja uma pessoa educada, humilde e respeitosa em relação aos veteranos para ser levado a sério como um iniciante firme no propósito de participar desse meio.

Faça amizades, crie vínculos e seja real. Tenha um nome (nickname) próprio, e não um nome genérico simplesmente descritivo. Além de ter a oportunidade de ser conhecido por um nome que escolheu não pelo de batismo, os "reais" gostam de saber com quem falam. Amizade, respeito, confiança e reputação só podem ser construídas com tempo, ideias correspondendo aos fatos e com uma história comum escrita pelas partes, logo a lógica, de se construir isso em cima de um nome que não muda.
Não use o seu nome real ou seu número de celular principal, a não ser que expor a sua vida pessoal e uma maneira direta de contato para estranhos (com alguma chance de serem perigosos) terem acesso a você, não seja um problema. Ignorar essa dica é algo similar a uma brincadeira chamada "Roleta Russa". Lembre com o seu nome o estranho acessa o seu perfil do Facebook e pelo número de celular ele acessa a você diretamente.

Ainda nisso de se identificar e jogar Roleta Russa, não mostre seu rosto ou qualquer outro detalhe que possa lhe identificar positivamente nas fotos que divulga publicamente. Existe no Google um recurso de busca por imagem que pode te reconhecer.
Abra sua mente para uma nova realidade e para todo um conjunto novo de informações. Estude, leia, pesquise, debata e pergunte. Muito pouco dos valores que vai trazer das relações baunilha vão ser aproveitados e tenha em mente que este aprendizado nunca vai parar.

Não tenha pressa, capriche nas escolhas e use sempre o bom senso antes de qualquer passo ou decisão. A parte que realmente é importante desse aprendizado baunilha e que a maioria estranhamente esquece, está justamente na questão dos cuidados com a escolha de quem vai ficar por perto. 

Isso de escolher quem ficará por perto é algo que começamos a exercitar logo cedo em nossas vidas e que vamos aprimorando com o tempo a partir dos erros e acertos. Não sei bem a razão, o que mais se vê é todo esse aprendizado sendo literalmente ignorado quando a pessoa começa a interagir dentro do BDSM. 

Não se precipite, nunca. Não acredite em tudo o que te falam de imediato. Cheque as informações e pense se fazem sentido. Não aceite encontros sem ser em locais públicos e não esqueça que você vai estar, no caso de parte que se submete, entregando a sua segurança na mão de outra pessoa. Também no caso de quem se submete, verifique a reputação do seu pretenso parceiro e tenha absoluta certeza do que vai fazer. 

Para quem quer um relacionamento, não se deve perder a perspectiva que o BDSM é como um grande Parque de Diversões de adultos. Parques não são os melhores lugares para se procurar por relacionamentos, afinal de contas as pessoas que frequentam parques não vão lá para isso. Vão para se divertir e para viver experiências de prazer intenso.

Calma, apenas disse que não é para se procurar, pois essa procura termina sempre em frustração. Entre sem esse compromisso, divirta-se, e se tiver que acontecer, você vai acabar encontrando o amor da sua vida... e com sorte, alguém que goste de brincar no mesmo Parque de Diversões que você.

Existem outros procedimentos, mas esses que citei são os básicos para um bom começo.

No meu caso específico, divido as pessoas em dois grupos. As que eu me importo, mantenho por perto e cuido. E o resto, a quem sou indiferente. Recomendo esse tipo de comportamento pelo simples fato de que odiar consome muita energia boa. 

Os Sem noção, pela sua própria abundância, vão cruzar o seu caminho muitas vezes e em algumas delas, vão te atacar. Nessa hora o que funciona mais é ignorar e bloquear.

Eles nunca vão deixar de se incomodar com a existência de verdade e felicidade. Cabe aos verdadeiros e felizes não se deixarem afetar... e acredite a melhor arma contra um sem noção é apenas ser feliz.
GLADIUS MAXIMUS

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terça-feira, 2 de julho de 2019

Código e boas práticas BDSM

Qualquer comunidade deve reger-se por um conjunto de normas expressas num Código de conduta ou de boas práticas, no qual são estabelecidos critérios de orientação comportamental específicos que transmitam os valores e princípios dessa comunidade.
O código de boas práticas BDSM deve entender-se como uma ferramenta didática e pedagógica, servindo, simultaneamente, como elemento clarificador da imagem pública, combatendo, e evitando, a infamação, a ridicularização e a recriminação.
O Código considera o BDSM como uma postura social livre, leal e consciente. Visa um clima de confiança na comunidade atribuindo responsabilidades, e deveres, aos diferentes grupos de interesses, comprometendo-se com o respeito pelos direitos humanos.


II – ÂMBITO
É convicção do Consensual que o presente código estabelece os valores e princípios de conduta que deveriam ser seguidos pela comunidade BDSM portuguesa.
Pretende-se que este código seja amplamente divulgado e respeitado no seio da comunidade, bem como, na abordagem do tema com terceiros. É neste contexto que um grupo de membros ativos da comunidade, decidiu elaborar e divulgar este código, dirigindo-o a todos os maiores de 18 anos que se identifiquem com o BDSM.
III – OBJETIVOS
O código de conduta BDSM tem como principais objetivos:
– Orientar os membros da comunidade para a tomada de atitudes corretas;
– Fomentar a introdução de valores éticos;
– Proteger e promover a imagem pública da comunidade;
– Contribuir para a clarificação da responsabilidade social;
– Promover a excelência.
IV – PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
SÃO, SEGURO E CONSENSUAL
– São, Seguro e Consensual significa muito mais do que o simples respeitar das regras, deverá, acima de tudo, valorizar o respeito pelo outro, ser um modo de estar, e não, simplesmente, refletir-se nas ações.
– O conceito engloba a problemática do abuso de poder, o uso de práticas dentro do respeito pelas regras, a distinção entre BDSM e violência (tanto física como psicológica), e ainda alertar para o perigo de fatores que possam diminuir as capacidades de avaliação do risco, como o uso de álcool, drogas e outras substâncias que influenciem o estado de consciência.
– Consensualidade pressupõe entendimento e aceitação mútua das regras e dos limites acordados, pelo que nunca devem ser desrespeitados. Submissão não é subserviência cega e inconsequente e todos, Dominadores ou submissos, são acima de tudo seres humanos.
– Há práticas BDSM que podem revestir-se de algum grau de risco. Antes do envolvimento nessas práticas, devem os seus intervenientes documentar-se e desenvolver competências de modo a reduzir o risco e evitar acidentes, alguns dos quais com consequências, a curto ou longo prazo, irreversíveis. Devem igualmente munir-se dos instrumentos indispensáveis à minimização de danos e, em caso de acidente, utilizar sempre o melhor e mais rápido acesso a meios de ajuda adequados a cada situação, incluindo a ajuda de terceiros.
– Existem práticas BDSM que atingem graus elevados de intensidade física e/ou emocional, pelo que a atenção e a comunicação devem ser constantes durante e após cada “sessão”, de forma a garantir o bem-estar dos intervenientes. Quando for desejo de uma das partes que a atividade cesse, deve-se parar e fazer uso da “Safeword” sem quaisquer receios.
RESPONSABILIDADE
– Cada pessoa envolvida em BDSM é responsável pelos seus atos, seja Dominador ou submisso, devendo zelar pela sua segurança e promover, sempre que possível, a dos outros.
– Cada praticante de BDSM, no âmbito do dever de responsabilidade que lhe incumbe deverá abster-se, de forma absoluta e imediata, de práticas de BDSM com menores e, em caso de dúvida, deverá certificar-se de que o mesmo é maior por todas as vias e meios que tiver ao seu alcance. Caso subsistam dúvidas não deverá encetar qualquer tipo de interação.
 – Deverá igualmente abster-se de forma absoluta e imediata de levar a cabo atividades, ou obter vantagens, com pessoas que notoriamente apresentem diminuição das capacidades cognitivas e de avaliação, seja de forma permanente ou temporária, ou ainda debilidade física ou emocional, seja por causa natural, por doença ou pelo consumo ou utilização de substâncias que a promovam.
– A responsabilidade de qualquer indivíduo para com a comunidade BDSM passa pelo repúdio de quaisquer atividades que à luz da lei configurem uma prática ilícita, e pela tomada de medidas que promovam a sua prevenção.
LIBERDADE
– Um indivíduo envolvido em BDSM nunca deverá esquecer-se de que todas as pessoas que estão no meio escolheram livremente esta forma de estar na vida.
 – Deverá, acima de tudo, saber usar a liberdade que o BDSM põe à sua disposição e perceber que BDSM são relações, ou interações entre pessoas e, como tal, deverá agir em absoluto respeito pela liberdade do próximo.
INTEGRIDADE
– O aproveitamento do contexto BDSM de uma forma abscôndita em prejuízo de terceiros, nomeadamente para satisfazer frustrações, interesses e caprichos pessoais, é considerado reprovável e não deve ser incentivado. Particularmente grave é o seu aproveitamento para a obtenção de sexo fácil e gratuito.
TOLERÂNCIA
– Deveremos respeitar as práticas dos outros, ainda que sejam diferentes das nossas. Ninguém deverá ser discriminado pelos seus fetiches, gostos, preferências ou orientações sexuais, desde que estas se enquadrem dentro dos princípios que constam deste código.
VERDADE E TRANSPARÊNCIA
– Antes de iniciar qualquer tipo de interação, devem os seus intervenientes, fornecer de forma clara e exata, informação sobre o seu grau de experiência, limitações físicas ou psicológicas, estado de saúde, e limites.
– De forma a permitir o exercício de escolhas livres e informadas, os intervenientes devem esclarecer-se mútua e honestamente quanto a todos e quaisquer factos que, em consciência, possam condicionar as referidas escolhas ou potenciar danos emocionais ou psicológicos.
CONHECIMENTO
– Toda e qualquer pessoa que se identifique com o BDSM, deverá procurar adquirir um conhecimento abrangente e profundo sobre as práticas que lhe interessem. A prática esclarecida do BDSM, por si só, constitui um mecanismo de defesa dos intervenientes em relação aos riscos envolvidos.
PRIVACIDADE E SIGILO
– Os praticantes de BDSM devem ter a noção exata do significado das palavras privacidade e sigilo, sendo que as referidas noções implicam, entre outras questões, a não exposição pública dos parceiros ou de terceiros contra a sua vontade.
– No exercício de atos de BDSM, em público, a privacidade dos outros nunca deverá ser invadida.
V – COMPORTAMENTO ENTRE MEMBROS
– O relacionamento entre os membros da comunidade BDSM deve basear-se nos princípios de respeito, civismo, educação, lealdade, seriedade e confiança.
– A existência de uma relação de compromisso entre duas ou mais pessoas deverá ser respeitada, pelo que ninguém deverá agir de forma a fragilizar essas relações, quer seja usando o assédio, a intriga, a mentira, a difamação, ou outra qualquer conduta eticamente reprovável.
– Os membros mais experientes devem apoiar, esclarecer e aconselhar os membros menos experientes, em situações relacionadas com as práticas BDSM.
 – Os membros da comunidade BDSM deverão pugnar pela suficiente abertura de espírito que lhes permita aceitar as críticas que lhes sejam dirigidas, com propriedade, pelos outros membros. A posição crítica de qualquer membro deverá ser elaborada e acolhida como construtiva, repudiando-se as críticas que não se baseiem em tal propósito.
– Quando um membro tiver conhecimento de uma conduta considerada desapropriada à luz do presente Código, por parte de outro membro deve, de forma fundamentada, apresentar-lhe a sua crítica e tentar, com ele, estabelecer formas para a corrigir. Se esta conduta se mantiver, deve informar a comunidade através dos meios de que dispuser, dando disso conhecimento ao outro.
VI – COMPORTAMENTO COM O EXTERIOR
– Sabemos que um indivíduo que pratica BDSM, reflete no BDSM o carácter, cultura e educação cívica que realmente possui, por isso, devemos unir esforços no sentido de elevar, tanto quanto possível esses padrões, já que são os atos e as acões que caracterizam os indivíduos.
– Para podermos transmitir uma imagem positiva para o exterior, esperando alguma respeitabilidade, deveremos agir com extrema hombridade, coerência e firmeza, quanto aos princípios que defendemos.
– Deveremos ser criteriosos na colaboração com a imprensa, para evitarmos a deturpação de ideias e conceitos que em nada dignificam a comunidade.
 – Os praticantes de BDSM devem entender as presentes linhas de orientação, tanto no seio da comunidade como no relacionamento com o exterior, como forma de fomentar e manter a auto-estima e a coesão da própria comunidade.


Regras do grupo > Veja aqui

segunda-feira, 1 de julho de 2019

BDSM sempre envolve bater e apanhar? Veja algumas práticas que provam que não

Embora numa versão mais leve, o best-seller "Cinquenta Tons de Cinza" descortinou o universo do sadomasoquismo para as massas em 2012. Sadomasoquismo é uma parafilia, ou seja, uma forma de obter prazer de maneira incomum à maioria, e que nem sempre envolve sexo ou penetração. Não é perversão ou doença. E, embora reúna, sim, práticas violentas e até perigosas, o BDSM tem uma ampla gama de práticas que não envolvem bater e apanhar. Como o sexo começa na mente, uma das principais curtições envolvendo o sadomasoquismo é o jogo psicológico de dominação e submissão (lembrando que a consensualidade é fundamental). 

Veja sugestões de práticas BDSM que não envolvem dor: 
Podofilia Não confunda com pedofilia. 
A podofilia também pode ser chamada de podolatria. Consiste em usar os pés para jogos sexuais, descalços ou calçados com botas de couro, saltos finos, sandálias transparentes... Depende do fetiche de cada pessoa. O submisso pode, entre outras coisas, adorar o pé de quem está no papel da dominação, se ajoelhando e beijando cada dedo.

Imobilização 
Quem faz o papel de masoquista ou submisso é impedido de se mover pelo outro. Isso pode ser feito de diversas formas: via amarrações (bondage), com correntes, cadeados, algemas e por aí vai. O dominador, então, pode fazer ou não brincadeiras eróticas com a pessoa imóvel.

Privação sensorial Também tem a ver com a imobilização, mas inclui vendas nos olhos, máscaras, fones de ouvidos e mordaças. Com um ou mais sentidos "prejudicados", o submisso fica sensível aos estímulos do dominador.

Cócegas 
No vocabulário sadomasoquista, a tortura com cócegas sem chama "tickling". É um castigo leve para testar a resistência do par --em geral, amarrado ou algemado-- aos arrepios.

Roleplay 
Nessa prática, que pode estar ou não ligada ao universo sadomasô, o casal interpreta personagens e forja situações que tragam excitação. Exemplos? Um encarnar chefe e o outro o funcionário, um animal de estimação e seu dono (petplay), um assumir a função de detetive e o outro de fugitivo... A proposta é mandar e obedecer.

Raspagem de pelos e cabelos 
É uma forma de "objetificar" o corpo do dominado, usando-o para seu prazer. Outras variações: fazer o submisso vestir certas roupas, comer determinados pratos, posar para fotos, andar nu pela casa etc. Lembrando: tudo é feito de forma consensual.

Humilhação 
Xingamentos e depreciações dão a tônica dessa prática, que pode ser feita em público --geralmente, em festas e clubes voltados ao sadomasoquismo-- ou no ambiente privado.

Regras restritivas de conduta 
Não usar determinadas roupas, não falar certas palavras, se dirigir ao dominador somente depois de pedir licença e sem olhar diretamente para ele, adotar algum adereço específico que mostre que a pessoa tem "dono"... Esses são alguns exemplos de normas que o "mestre" pode impor ao submisso.

Infantilismo 
Significa, literalmente, infantilizar o outro com fraldas, mamadeiras, bichos de pelúcia, chupetas e demais itens do universo infantil, mais precisamente dos bebês. Mais do que a sensação de poder sobre o outro, é a entrega do par à situação que causam prazer em ambos. 
FONTES: Arlete Girello Gavranic, terapeuta sexual e coordenadora do curso de pós-graduação em Educação e Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp); Carla Cecarello, psicóloga, terapeuta sexual e presidente da Associação Brasileira de Sexualidade (ABS), e Oswaldo Martins Rodrigues Jr., terapeuta sexual, diretor do Instituto Paulista de Sexualid.

Deveres de um(a) submissa
Juramento de uma submissa
25 regras do bdsm que você vai aprender aqui




sábado, 29 de junho de 2019

Dicas para dominador iniciante no bdsm

BDSM – COMO DOMINAR UMA SUBMISSA MESMO QUE VOCÊ SEJA UM DOMINADOR INEXPERIENTE.

Tenho visto muitos Dominadores iniciantes lutarem com o fato de que ninguém os leva a sério. Sim, eles ainda não têm ideia do que está acontecendo, mas a dominação é, por vezes, um fenômeno natural. Eu já me encontrei com homens que nem sequer se identificam como dominadores e que me fizeram tremer com o seu poder natural. Sim, há outras coisas como aprender as técnicas, conhecer os brinquedos e conseguir um mentor que dará suporte para aprimorar suas habilidades, mas dominação é dominação e pode ser usada desde o primeiro dia, se for feita corretamente. Aqui estão algumas dicas para Dominadores iniciantes criarem um relacionamento amoroso ou uma parceria bem sucedida (parceiros de cena).

Lembre-se que Roma não foi construída em um dia e que o seu relacionamento com uma nova submissa não vai amadurecer em uma noite, apesar de sentir que acontece muito mais rápido do que qualquer relacionamento baunilha que já teve. Paciência é uma virtude e você precisa ir devagar para criar a cena perfeita ou o relacionamento perfeito. Se você fizer isso, no ritmo certo, ela não irá a lugar nenhum.
Saiba que todos nós fomos iniciantes, e reconhecemos que você precisa de alguma ajuda com técnicas básicas e brinquedos e não se desvalorize por isso. Ao invés de ferir alguém (pela inexperiência), procure um mentor e aprenda junto com sua submissa ou deixe ela lhe ensinar. Não há vergonha em aprender com uma submissa. Na verdade, a submissa provavelmente vai lhe dar muita perspicácia com relação à psicologia dela. Você também deve tentar algumas práticas em si mesmo para entender o que se sente.
Seja humilde. Não tente aparecer por aí como um idiota. As pessoas vão perceber que é falso. Você não é um presente de Deus para todas as submissas e nem todas elas precisam tratá-lo com o respeito que você acha que merece. Tenha cuidado para não deixar que o seu ego mate qualquer chance que você possa ter de construir um relacionamento ou a obtenção de uma nova parceira de cena.
Quando você se comunica com honestidade com submissas em potencial, você vai descobrir que muitas delas vão querer trilhar o caminho de D/s ou SM com você. Você precisa conhecer uma submissa tão bem, ao ponto usar o modo dela pensar para dominá-la de forma mais eficaz. Isso deve ser feito em via de mão dupla (o conhecimento), já que ninguém vai se abrir para uma pessoa que não sabe como ser aberto e honesto sobre si mesmo.

Seja sensível às necessidades e desejos da sua nova parceira. Esteja ciente de seus próprios desejos e necessidades e saiba onde encontrar o equilíbrio. Se você gosta de chicotadas e ela não, então você pode sempre começar mais lento, com algumas chicotadas de uma forma sensual. Desta forma, você satisfaz algumas das suas necessidades e leva as dela em conta também. Ela vai ser mais propensa a brincar com você de novo se mostrar que não é só para sua satisfação.
Você precisa ser um pouco "trapaceiro" também. Sempre acabe a cena antes que a submissa tenha tido o suficiente (deixar aquele gostinho de quero mais). Você quer que ela volte e peça para jogar novamente. Você também precisa levar em conta que o que não é suficiente hoje, pode ser demais em outros dias, e às vezes o corpo da submissa rejeita algo hoje, que foi fantástico ontem. Saiba que os limites mudam, e que, por vezes, uma submissa quer mais, mesmo quando você acha que foi o suficiente.

Mantenha o controle da cena e aprenda a ler a submissa através do odor, gosto e postura. O odor de uma submissa em subespaço ou próximo a ele às vezes é um pouco metálico. É por isso que não deve permitir que a submissa use perfumes ou óleos corporais quando em cena.
Lembre-se que você está aqui para dominar a submissa. Seja firme e confiante. Saiba o que quer e não peça desculpas por querer isso. Mostre seus desejos e necessidades de forma clara e esclareça se a sub não entendeu algo. Discipline as transgressões de forma consistente e certifique-se que você faz o que você diz quando você disse que faria. Use sua voz e gestos com as mãos e certifique-se de que as regras estabelecidas são seguidas.
Tenha certeza de que você é fisicamente capaz de praticar. Para isso, você precisa de alguma força, aptidão e agilidade algumas vezes. Certifique-se que você não usa drogas ou álcool quando pratica, pois você precisa estar completamente consciente do meio ambiente e da segurança da submissa muito mais do que ela é capaz de ser durante a cena. 

Divirta-se e aproveite a viagem. Estou certa de que essas dicas vão ajudar. Essas dicas são genéricas e você vai encontrá-los por toda parte. Lembre-se que a sabedoria está nas frases muitas vezes repetidas. Texto original: voices.yahoo.com/